
Poupança vale a pena para adquirir um bem? Se você está planejando comprar um bem, como um carro ou uma casa, já deve ter se perguntado se a poupança é a melhor opção para guardar dinheiro.
Embora seja um dos métodos mais conhecidos, ela apresenta algumas limitações que podem dificultar a aquisição do bem desejado.
Para esclarecer essa dúvida, vamos comparar a poupança com o consórcio e entender qual é a melhor alternativa para você!
Como funciona a poupança?
A poupança é um tipo de investimento de baixo risco, mas também de baixa rentabilidade, onde o dinheiro é depositado em uma conta bancária específica e rende uma porcentagem sobre o valor investido, conforme as regras definidas pelo Banco Central.
Poupança e taxa Selic: entenda a relação
Os rendimentos da poupança são calculados com base na taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia).
A taxa Selic é uma taxa básica de juros, utilizada pelo Banco Central, para controle da inflação e como referência para o cálculo de diversas taxas, como empréstimos, financiamento, aplicações financeiras, títulos públicos, entre outros.
Contudo, esta taxa é muito variável. Sendo revisada a cada 45 dias, podendo ou não ser alterada.
Ou seja, os rendimentos da poupança são instáveis, estando suscetíveis a diversas mudanças ao longo do tempo.
Para deixar um pouco mais claro esta variação, há duas regras de cálculo na qual os rendimentos das poupanças são calculados:
- Se a Selic for superior a 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR);
- Se a Selic for igual ou inferior a 8,5% ao ano, o rendimento é de 70% da Selic + TR.
Desde 2021, a Selic tem sofrido constantes aumentos, impactando os rendimentos da poupança. Isso significa que guardar dinheiro nesse formato pode não ser tão vantajoso no longo prazo.
O consórcio também é influenciado pela Selic?
Diferente da poupança, o consórcio não é influenciado pelas variações da Taxa Selic.
Isso acontece porque, no consórcio, os participantes pagam uma taxa de administração fixa, definida em contrato.
Assim, é possível planejar melhor os pagamentos sem ser afetado pelas oscilações da economia.
Poupança ou consórcio: qual a melhor opção para adquirir um bem?
Agora que você já entendeu como funciona a poupança e sua relação com a Selic, vamos compará-la com o consórcio:
1. Tempo para aquisição do bem
- Poupança: depende do valor economizado ao longo do tempo e dos rendimentos. Pode demorar anos até atingir o montante necessário.
- Consórcio: permite a aquisição por meio de sorteios ou lances, podendo antecipar o acesso ao bem.
2. Segurança financeira
- Poupança: os rendimentos são variáveis e podem não acompanhar a inflação, reduzindo o poder de compra.
- Consórcio: oferece reajustes anuais para garantir que a carta de crédito mantenha o mesmo poder de compra.
3. Custos envolvidos
- Poupança: não tem taxas, mas os rendimentos podem ser baixos.
- Consórcio: possui taxa de administração, mas é mais econômico do que os juros de um financiamento tradicional.
Exemplo prático: Poupança vs. Consórcio
Imagine que você deseja comprar um imóvel de R$ 270 mil e guarda R$ 1.500 por mês na poupança.
Em 15 anos, você teria os R$ 270 mil + os rendimentos da poupança, que podem ser imprevisíveis.
No consórcio, você também paga parcelas mensais, mas tem a possibilidade de ser contemplado antes e adquirir o bem sem esperar todo esse tempo.
Poupança vale a pena?
A poupança pode ser uma opção interessante para quem busca liquidez e segurança, mas não é a melhor escolha para aquisição de bens de alto valor.
Se o objetivo é comprar um imóvel, veículo ou qualquer outro bem de forma planejada e sem os riscos da inflação, o consórcio é uma alternativa mais vantajosa.
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